quarta-feira, 25 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
RETÓRICA
Retórica,verdadeira demagogia
Porque precisamos de doces palavras que nos fazem esquecer o
amargo de boca das mentiras que proliferamos?
Palavras ocas, vazias e tão sublimes
Eis o prazer da vida
Encarada como é, mas nunca confrontada
Só as palavras a expressam
Espelham o que nos falta
Aguçam-nos as ausências
De que peça de teatro vivemos?
Interpretamos ou apenas nos deixamos interpretar no tímido convívio
Conversas vãs...
Sara Almeida Santos
Porque precisamos de doces palavras que nos fazem esquecer o
amargo de boca das mentiras que proliferamos?
Palavras ocas, vazias e tão sublimes
Eis o prazer da vida
Encarada como é, mas nunca confrontada
Só as palavras a expressam
Espelham o que nos falta
Aguçam-nos as ausências
De que peça de teatro vivemos?
Interpretamos ou apenas nos deixamos interpretar no tímido convívio
Conversas vãs...
Sara Almeida Santos
quarta-feira, 21 de março de 2012
O POETA
A mão do poeta
Desenha-me o pensamento,
Inventa-me,transforma-me,
Cria-me num encantamento.
Imagina-me transparente
Sem corpo de desejo,
Que até eu próprio me sentindo
Não me vejo...
António Henrique
Desenha-me o pensamento,
Inventa-me,transforma-me,
Cria-me num encantamento.
Imagina-me transparente
Sem corpo de desejo,
Que até eu próprio me sentindo
Não me vejo...
António Henrique
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Zeca Afonso sempre
No 25º aniversário do seu «dobrar a curva da estrada»
Desta canção que apeteço
À espera do Maio ido
Chega-me agora um trinado
Do outro lado do rio
Quisera ser rio ou ave
Cair no chão que estremeço
Para cantar à vontade
Esta canção que apeteço
Esta canção a meu gosto
Vinda pela madrugada
Sai da garganta da gente
Aos magotes pela estrada
Escrito na prisão de Caxias
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
DE UMA SÓ VEZ
Então deixa-me fugir contigo.
Deixa-me largar as pedras, abandonar as ruas,
Empurrar o chão e subir às nuvens.
Soltar amarras, correntes e pendentes
Ir contigo para o preenchido vazio.
Deixa-me entrar nesse colorido,
Ser o centro do vermelho garrido
Do longe, do vasto, do desejo
Respirado, finalmente desejado.
Então deixa-me entrar nessa vida contigo,
Sair desta e ver que o mundo
Se renova cada dia.
Margarida Damião Ferreira
Deixa-me largar as pedras, abandonar as ruas,
Empurrar o chão e subir às nuvens.
Soltar amarras, correntes e pendentes
Ir contigo para o preenchido vazio.
Deixa-me entrar nesse colorido,
Ser o centro do vermelho garrido
Do longe, do vasto, do desejo
Respirado, finalmente desejado.
Então deixa-me entrar nessa vida contigo,
Sair desta e ver que o mundo
Se renova cada dia.
Margarida Damião Ferreira
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