Perfilados de medo, agradecemos
o medo que nos salva da loucura
Decisão e coragem valem menos
e a vida sem viver é mais segura.
Aventureiros já sem aventura,
perfilados de medo combatemos
irónicos fantasmas à procura
do que não fomos, do que não seremos.
Perfilados de medo, sem mais voz,
o coração nos dentes oprimido.
os loucos, os fantasmas somos nós.
Rebanho pelo medo perseguido,
já vivemos tão juntos e tão sós
que da vida perdemos o sentido...
Alexandre O'Neill
terça-feira, 24 de julho de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
RETÓRICA
Retórica,verdadeira demagogia
Porque precisamos de doces palavras que nos fazem esquecer o
amargo de boca das mentiras que proliferamos?
Palavras ocas, vazias e tão sublimes
Eis o prazer da vida
Encarada como é, mas nunca confrontada
Só as palavras a expressam
Espelham o que nos falta
Aguçam-nos as ausências
De que peça de teatro vivemos?
Interpretamos ou apenas nos deixamos interpretar no tímido convívio
Conversas vãs...
Sara Almeida Santos
Porque precisamos de doces palavras que nos fazem esquecer o
amargo de boca das mentiras que proliferamos?
Palavras ocas, vazias e tão sublimes
Eis o prazer da vida
Encarada como é, mas nunca confrontada
Só as palavras a expressam
Espelham o que nos falta
Aguçam-nos as ausências
De que peça de teatro vivemos?
Interpretamos ou apenas nos deixamos interpretar no tímido convívio
Conversas vãs...
Sara Almeida Santos
quarta-feira, 21 de março de 2012
O POETA
A mão do poeta
Desenha-me o pensamento,
Inventa-me,transforma-me,
Cria-me num encantamento.
Imagina-me transparente
Sem corpo de desejo,
Que até eu próprio me sentindo
Não me vejo...
António Henrique
Desenha-me o pensamento,
Inventa-me,transforma-me,
Cria-me num encantamento.
Imagina-me transparente
Sem corpo de desejo,
Que até eu próprio me sentindo
Não me vejo...
António Henrique
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