quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
ESCADA
nesta escada faltam uns dois ou três degraus
tenho medo de saltar
estou demasiado perto do chão para que ele me magoe
mas o simbolismo da queda interfere com a minha moderada paz de espírito
voltar para trás já não faz o meu género
bom, talvez faça, mas o passado já não está lá
fez-se futuro
foi por outros caminhos
deixá-lo ir
estou aqui sentada perante a minha incapacidade de tentar ser feliz
estou aqui a viver um presente que é um buraco na escada
Ana Ventura
tenho medo de saltar
estou demasiado perto do chão para que ele me magoe
mas o simbolismo da queda interfere com a minha moderada paz de espírito
voltar para trás já não faz o meu género
bom, talvez faça, mas o passado já não está lá
fez-se futuro
foi por outros caminhos
deixá-lo ir
estou aqui sentada perante a minha incapacidade de tentar ser feliz
estou aqui a viver um presente que é um buraco na escada
Ana Ventura
domingo, 17 de janeiro de 2010
O TEMPO, O ESPAÇO, E A MADRUGADA
Perdeste-me, nesse momento de desespero
Perdeste-me, há já tempo, no tempo...
E no espaço daquela madrugada
Que baptizámos de sombria...
Éramos, pensávamos, pobres de nós
Sermos aquele rochedo de mar a seus pés,
Mas o mar passou por nós
E nos levou pelo tempo
E no espaço tardio, o grito e o vento...
E a madrugada gemeu em profunda tristeza
E o rochedo que pensámos ser tu e eu
O tempo, o espaço e a madrugada
Para sempre nos perdeu!...
António Henrique
Perdeste-me, há já tempo, no tempo...
E no espaço daquela madrugada
Que baptizámos de sombria...
Éramos, pensávamos, pobres de nós
Sermos aquele rochedo de mar a seus pés,
Mas o mar passou por nós
E nos levou pelo tempo
E no espaço tardio, o grito e o vento...
E a madrugada gemeu em profunda tristeza
E o rochedo que pensámos ser tu e eu
O tempo, o espaço e a madrugada
Para sempre nos perdeu!...
António Henrique
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
QUE ENGANO TE ESPREITA?
liberta esse som que te prende a língua
que te faz mirrar o espírito
que te faz incendiar o peito
liberta esse ai
esse porquê
vai para onde te puxa esse vento
essa força que te rasga em dois
em mais
em tantos
dança com a vida a valsa onde ela quer
não temas pisá-la
escorregar
a vida guia-te
só tens de acompanhar
liberta esse medo
esse peso
qual erro?
Ana Ventura
que te faz mirrar o espírito
que te faz incendiar o peito
liberta esse ai
esse porquê
vai para onde te puxa esse vento
essa força que te rasga em dois
em mais
em tantos
dança com a vida a valsa onde ela quer
não temas pisá-la
escorregar
a vida guia-te
só tens de acompanhar
liberta esse medo
esse peso
qual erro?
Ana Ventura
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
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