domingo, 12 de dezembro de 2010

Divaga 
o olhar
a mão que toca o mundo.
Descansa permitindo-se ser
Permeando-se no universo numa intrincada teia de luzes.
Encontrando o tudo e o nada.
Divaga
Procurando agora o sentido
aqui
No Espaço.
Nas quatro dimensões.
O sentido
não o último, mas o que intermedeia a vida e a morte.


Efémeros sentidos
Prazer de ser.
Imensa mistura de terra e céu.
Aqui simplesmente aspiro Ser


Maria Teresa Mota 


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SIM

E se te disser para ficares?
Se te disser que há um mundo que nos espera lá fora?
E que o mundo se reduz aqui e agora?
Se te disser tudo isto
E me disseres que sim,
Podes seguir viagem,
Levar-te.ei-sempre junto a mim.


Margarida Damião Ferreira




 
 

sábado, 20 de novembro de 2010

FILME CURTO

entrelaço as mãos sobre o meu desespero fininho
esfrego o rosto na incerteza do teu amor
roo a unha como se roesse a alma
fico parada

sinto que te perco no meio da feira
és o balão sem fio
sou o choro da criança

Ana Ventura

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

AS IMPENSÁVEIS PORTAS DA ILUSÃO

O que é que leva o meu barco
para esta praia
onde um poder esquivo
se contenta
com a ambígua oferta de palavras?

Estamos aqui no exíguo barco do desejo
exibidos
na frágil singularidade do verbo

Insatisfeitos sempre
aguardamos
que se abram
as impensáveis portas da ilusão


Ana Hatherly


 

terça-feira, 9 de novembro de 2010