sábado, 19 de setembro de 2009


Na penumbra me perco.
Surpreendida.Impaciente.
Como se uma reprimida dança
movesse o mais insólito enredo
nos meus passos.
Deito-me de bruços para cheirar,
na terra, o hálito do sonho que persigo
e o corpo cobre-se-me de ervas bravas.
Assim permaneço
até que uma lua de sangue me visite.


Graça Pires

2 comentários:

  1. Ana
    é o cheiro da terra
    da saudade e dos nossos sonhos ...que ficaram bem longe...

    Vou voltar aqui...
    beijos

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