quarta-feira, 3 de março de 2010

Ó MEU AMOR, NÃO TE ATRASES

ó meu amor, não te atrases
vou agora pôr-te à prova
esta noite é lua nova
e tu não sabes de fases


se chegas tarde te acuso
de que andarás a enganar-me:
vindo de ti, cada abuso
me soa a sinal de alarme

teus olhos arregalados
não são desculpa melhor
sabes cá chegar de cor
e mesmo de olhos fechados

nem um cego se perdia
lá fora agitam-se os ramos
nas brenhas da ventania
é tarde, porém jurámos

que enquanto este amor se guarde
e seja o nosso segredo
virias cedo, bem cedo,
e havias de partir tarde

sendo a lua nova ou cheia
ou crescente ou minguante
o que a nós nos incendeia
é fogo de outro quadrante

é clarão de uma outra luz
que ao pressentir os teus passos
acendi quando dispus
quatro quartos nos meus braços



Vasco Graça Moura


 



3 comentários:

  1. Paso a dejarles mi saludos fraternos de siempre..
    Disculparme por mi ausencia..

    Por razones de viaje no he podido estar en cada unos de sus blog.
    Continuo con mi viaje y pronto espero poder con el ritmo normal para compartir sus escritos..

    Un abrazo
    Saludos fraternos..

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  2. Olá
    obrigado pela partilha.
    Lindo poema de VGM.
    Eu não me costumo atrasar...
    ;)

    Beijo

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  3. Olá,
    desculpa voltar, mas não podia de deixar de agradecer as tuas palavras.
    No entanto gostava da tua opinião em relação ao texto que hoje postei, no sonho em mim.
    http://sonhoemmim.blogspot.com/

    Obrigado e um beijo

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