quinta-feira, 14 de outubro de 2010

AGARREI O TEMPO

Agarrei o tempo cruzei o medo
         Senti o olhar distante
      Nas ondas esbranquiçadas
             Que se agitam em
          Ritmos bailados à dor
         Sem vontade ou querer.

Agarrei o tempo perdido no silêncio
   Preso na solidão de um olhar vazio
      No despertar de um amanhecer
   Do sonho perdido em cada anoitecer
              De uma lágrima caída
            De um sorriso silenciado.

Agarrei o tempo perdido nos sonhos
   Que o vento arrastou na sua dança
           Sonhos que se perderam
       No desconhecido do infinito.


                   Agarrei o tempo...
                      Sem ter tempo
                   Para mim para ti...
                           Para nós...

                  Agarrei o tempo...
                        Mas perdi-o
              Sem ter tempo para o viver!


Paula Pinto

    



                           
                   

3 comentários:

  1. PAra poucos o tempo tem o tempo que tem porque a sua relatividade condiciona a nossa realidade, talvez esteja aí a genesis das nossas vivências que despimos de vida

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  2. Ana Isabel
    O hoje e o amanhã têm de andar de mãos dadas.
    o tempo será sempre o tempo com todo o tempo...

    Um beijinho para ti.

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