O silêncio continua o caminho quando não é possível a viagem. Tem campos que se prologam na distância. No seu dorso encontro o que nenhuma frase alcançaria. Os poemas ficam sempre antes do lugar desejado. Não seguem até ao fim do instante que permitem.
O mundo começa no seu limite, depois de cada palavra. E a poesia outra vez isolada tornou-se no sinal da despedida. Joel Henriques
(publicado na Rev. Relâmpago, nº21. Versão modificada)
sexta-feira, 22 de março de 2013
Estilhaços
Estilhaços de vidro Alguma coisa se partiu Quebrou-se em milésimas Partes infinitas e foscas Tão pequenas Jamais se dirá o que um dia foi Permanece no chão Coberto com uma longa teia Brilham à medida que a luz trespassa O que se terá desfeito? Não hã nada a limpar Não é possível juntar todos os fragmentos Estilhaços. . . Sara Almeida Santos
quarta-feira, 6 de março de 2013
AS PALAVRAS APROXIMAM
As palavras aproximam prendem-soltam são montanhas de espuma que se faz-desfaz na areia da fala Soltam freios abrem clareiras no medo fazem pausa na aflição ou então não: matam afogam separam definitivamente Amando muito muito ficamos sem palavras